25 de maio: Dia da Costureira
Saiba mais sobre as profissionais que atuam no projeto ‘Amor pela Costura’

O dia 25 de maio foi instituído em Brusque como o Dia da Costureira, em homenagem a todas as profissionais do segmento. O ofício é essencial na produção da cadeia têxtil e contribui para a região de Brusque ser referência neste segmento econômico, em todo o país.

Assim, como forma de homenagear todos os profissionais da área, a AmpeBr traz nesta edição uma matéria especial com as professoras do projeto ‘Amor pela Costura’. Além de representar o setor, elas já ensinaram dezenas de pessoas sobre a arte de costurar e mesmo após a pandemia se dedicam na confecção de máscaras para a comunidade. Conheça um pouco mais sobre elas.

Sarita Clemente Truppel
“Ser costureira é uma arte. Tem que ter amor, paciência e muita dedicação. Amo o que eu faço”. A definição é de Sarita Clemente Truppel, costureira há 25 anos. A brusquense conta que aprendeu o ofício por meio de um curso técnico e desde então passou a dedicar seu tempo entre a família, linhas, tecidos e máquinas. Além disso, ser costureira também está na família, já que além dela, a mãe e duas tias também seguiram a profissão. Moradora do bairro Nova Brasília, ela conta que se orgulha do trabalho, principalmente em poder fazer parte do projeto ‘Amor pela Costura’. “É muito gratificante ensinar os alunos a arte de costurar. E produzir máscaras foi a maneira que nós, professoras, encontramos para ajudar as pessoas que muitas vezes não têm condições financeiras de adquirir, já que neste momento muitas famílias trabalham só para conseguir pagar o aluguel e alimentação”, declara. 

Maria Isabel Daroceski
A menina de Vidal Ramos (SC) que fazia roupas para suas bonecas costuradas à mão aos 9 anos de idade, hoje integra o grupo de professoras do ‘Amor pela Costura’, auxiliando muitas pessoas por meio da profissão que escolheu seguir. Maria Isabel Daroceski aos 19 anos conseguiu trabalhar em uma confecção como ajudante de estilista e aproveitava os intervalos do trabalho para se aperfeiçoar, com uma senhora que costurava e a ensinava. Mas não parou por aí: ela também fez curso técnico de modelagem, onde passou a produzir suas próprias roupas. “Durante muito tempo costurei roupas para toda a minha família nos finais de semana, até abrir um ateliê de alta costura”, explica. 
Moradora do bairro São Pedro, hoje ela se sente feliz e realizada sempre que pode exercer a profissão e ver os resultados. “É uma alegria poder ensinar e incentivar os alunos a fazerem suas próprias roupas, pois é uma profissão maravilhosa. Hoje posso dizer que é gratificante olhar qualquer modelo de roupa em uma vitrine e saber fazer igual”, comenta. 
*Foto: Maria Isabel

Nelma Paoli
A brusquense Nelma Paoli é outra professora do projeto ‘Amor pela Costura’. Há três décadas ela atua como costureira, profissão que aprendeu ainda jovem, com um alfaiate. Moradora do bairro Cedrinho, Nelma também divide seu tempo entre a costura e a família e sempre se encanta quando vê uma peça de roupa finalizada. “Adoro costurar. É mágico juntar parte por parte até montar uma peça completa”, detalha. 
Para ela, fazer parte do grupo de professoras que ensina outras pessoas e contribui para a comunidade é enriquecedor. “Ensinar o que eu sei me faz sentir realizada. Adoro ajudar as pessoas e poder produzir máscaras é muito gratificante, pois por mais simples que seja sabemos que estamos colaborando de alguma forma com a saúde do próximo”, completa. 

Marlei Salete Machado
Há 20 anos Marlei Salete Machado chegou em Brusque. Natural de Piratuba (SC) ela começou a trabalhar em uma confecção como revisora. Com o passar do tempo, sua chefe viu seu potencial e Marlei passou a costurar, aprendendo com os demais colegas o ofício que era de sua avó – sua grande inspiração. Também atuou como encarregada, pilotista, faccionista e inspetora de qualidade, até ser professora no projeto realizado em parceria com a AmpeBr. “Sou muito feliz em poder costurar e tenho muito orgulho em ajudar tantas pessoas e ter sua profissão. Agradecemos muito a AmpeBr por todas as oportunidades que o projeto tem nos dado”, pontua. 
Para a moradora do Santa Rita, celebrar o Dia da Costureira também é uma forma de buscar mais valorização para a profissão, tão essencial. “Imagina como seria se não houvesse costureiras? Neste momento de pandemia, como seria possível a fabricação de máscaras? É muito bom sabermos que nosso trabalho faz a diferença, seja vestindo as pessoas, realizando sonhos ou salvando vidas. Costurar é amor”, acrescenta. 

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